IA

IA – Te esperando para dançar

Você já chamou a IA para dançar pelos corredores da sua empresa?

IA – Te esperando para dançar

John Mcarthy (https://pt.wikipedia.org/wiki/John_McCarthy) deve estar achando tudo isso muito curioso, pois em 1956, quando ajudou a cunhar a expressão Inteligência Artificial (IA), seguramente já imaginava que chegaríamos até aqui. Foi um longo período, 66 anos até que, em 2022 a inflexão aconteceu. E cá estamos nós no meio de tudo isso, como se o advento da internet e a explosão do capitalismo de vigilância com os seus motores de big data já tivessem virado lugar comum para empresas e cidadãos. Só que nada disso está devidamente assentado, tudo ainda é muito novo para ser digerido e transformado em realidade efetiva nas diversas áreas da grande maioria das empresas.

Mas como as inovações sempre coexistiram, se entrelaçaram, se complementaram ao longo da história, tanto empresas como cidadãos mudaram o jogo se apropriando da melhor forma possível de tudo isso para, como num ciclo virtuoso, impulsionar negócios e carreiras.

A tecnologia é nossa aliada há muito tempo, e o conceito de ciborgue já foi explorado pela antropologia, pela sociologia e até pela dobradinha biologia-filosofia com Donna Haraway em Manifesto Ciborgue. E essa reflexão sempre me remete a série russa Better Than Us, de 2019, uma excepcional apropriação de todos os mais avançados conceitos de IA atuais sintetizados num roteiro sobre o prosaico cotidiano de uma família típica, numa trama de jogo de poder entre uma empresa e um cidadão cientista, tendo como mediadora uma linda e perfeita robô de última (quase atual) geração.

Então a minha busca, após discussões e implementação de projetos de IA para empresas diversas, por um aprofundamento sobre a utilização e os rumos da IA, mas sem alarmismos, baseada em experiências reais, testes inteligentes, dados consistentes, preocupações verdadeiras e exercício de cenários, encontrou em Ethan Mollick o olhar lúcido de um especialista em gestão, inovação e empreendedorismo, sem afetações extremamente técnicas ou humanas.

E ele traz dicas interessantes, como os quatro princípios para trabalhar com IA, simples de entender e poderosos quando bem utilizados, apesar de existir muita coisa a ser feita além de dominar o prompt, pois o entendimento dos desafios de negócios e quais soluções de IA são adequadas para melhorar resultados nos leva para outra discussão, outro artigo.

  1. Sempre convide a IA a participar: experimente, a inovação vem da tentativa e erro; não evite mudanças, elas podem ser positivas.
  2. Seja o humano do processo: os LLMs não são capazes de discernir o que é verdade do que não é, eles querem te deixar feliz.
  3. Trate a IA como uma pessoa: crie personas, confronte suas visões; forneça contexto e restrições.
  4. Essa é a pior IA que você vai usar: qualquer IA que você use agora vai ser a pior IA que usará na vida.

Conclui-se, portanto, que Cointeligência – a vida e o trabalho com IA, de Ethan Mollick, não é apenas uma análise sobre como as inteligências artificiais estão transformando nossa realidade, mas um convite a repensarmos nossa própria maneira de aprender, criar e colaborar. Ao propor uma visão em que humanos e máquinas evoluem em conjunto, o autor mostra que o futuro não é um destino predeterminado, mas um espaço de escolhas — e que a cointeligência será definida pela nossa capacidade de integrar o melhor das tecnologias ao melhor do humano. Trata-se, em última instância, de um chamado à responsabilidade e à imaginação: a de moldar um futuro em que a IA amplifique nossas potencialidades sem reduzir nossa essência.

Se adotarmos uma visão mais crítica e menos entusiasmada, Cointeligência – a vida e o trabalho com IA pode soar como uma promessa excessivamente otimista de uma convivência harmoniosa entre humanos e máquinas. Na prática, o que se observa é que a expansão acelerada da inteligência artificial tende a intensificar desigualdades, substituir postos de trabalho sem garantir novas oportunidades equivalentes e criar uma dependência tecnológica difícil de reverter. A noção de “cointeligência”, por mais sedutora que seja, pode esconder uma assimetria crescente: enquanto empresas e governos concentram poder por meio da IA, indivíduos comuns se tornam consumidores passivos de ferramentas que pouco compreendem e nada controlam. Nesse sentido, o livro corre o risco de naturalizar um processo que ameaça reduzir a autonomia humana, transferindo decisões fundamentais da sociedade para algoritmos opacos. A questão que se impõe, portanto, não é apenas como colaborar com a IA, mas até que ponto estamos dispostos a abdicar de nossa capacidade crítica em nome da eficiência prometida.

Os dois últimos parágrafos foram produzidos por IA, a partir de orientações distintas dadas por mim. Escolha o seu ritmo preferido!

Se sua PME já tem isso resolvido, parabéns!

Caso contrário, vem voar com a gente. Resultados reais para PMEs que ousam crescer.

Acesse linkedin.com/in/anselmobrigantini para fazer comentários e saber mais sobre nós.

Leia também

Consultoria

Como Bons Amigos

Você tem um ecossistema de sustentação e apoio profissional para suportar as ambições do seu negócio?

Ler mais

Consultoria

O som da operação logística

Sua operação logística está ruidosa? Que bom se a resposta for sim!

Ler mais

Transformação Digital

O varejo do Vovô, repaginado

Se em 2017 esse pequeno varejo já estava realizando todo o sonho da transformação digital, o que você está esperando?

Ler mais