
A luz sempre acaba em momentos cruciais por aqui, e eu estava rodando um prompt monstruoso já havia algum tempo, fazendo testes para um projeto complexo de construção de IA agêntica (IA agêntica) para um cliente de varejo. A maré estava alta e o dia nublado, num final de tarde frio para os padrões do litoral baiano, mas mesmo assim resolvi caminhar pela praia e fazer a gestão do meu tempo da forma mais produtiva possível, pois a natureza muitas vezes me sopra coisas preciosas sobre os projetos que estou desenvolvendo.
Dei alguns passos em direção ao mar e logo percebi a força e a direção onshore do vento (Direções do Vento), fazendo com que o mar escavasse sem piedade a areia, formando um caminho estreito para o meu passeio de uns 4km. O mar estava agitado e a espuma branca avançava sobre os meus pés descalços, e nessa perspectiva do olhar no horizonte, plantas típicas pequenas, coqueiros e a vegetação rasteira estavam em polvorosa com a sensação de uma tempestade iminente.
Me lembrei imediatamente do time que havia entrevistado na semana anterior para o projeto, um grupo de especialistas de uma área nevrálgica para o negócio, que pareciam estar expostos, pela agitação demonstrada, ao mesmo vento onshore desse meu passeio, e ri alto com a conexão inesperada. Alguns passos adiante, ainda digerindo a metáfora-maré-corporativa, percebi um grupo de pássaros, 16 ao todo, em duplas de 2, passando sobre a minha cabeça, seguindo o exato recorte da praia que se estendia à minha frente. Fiquei confuso por alguns instantes, pois o mesmo vento que arrebatava as plantas aqui embaixo, conduzia os pássaros com suavidade e precisão, num ritmo rápido mas sem pressa, num ziguezaguear que me parecia que estavam monitorando o (mesmo) vento aqui debaixo.
Pensei na potência da inteligência humana, que diferentemente da inteligência artificial (IA) consegue avaliar e conectar contextos diversos acessando camadas distintas de informação, o que me fez construir a reflexão abaixo.
Tese: o vento é a estratégia empresarial, e ele deve, sempre, soprar no mesmo sentido e com a mesma força por toda a empresa, provocando movimentos de intensidades (profundidade, foco, determinação) distintas em cada uma das áreas da empresas, em função da natureza e missão de cada uma delas.
Antítese: contudo, há de se considerar que muitas vezes intensidade é confundida com agitação (excesso de estímulos externos, dificuldade de manter o foco), e quem zela pela natureza e missão de cada área tem o dever de garantir o efeito correto do vento em cada nível onde ele bate.
Síntese: donos de empresas que ousam crescer precisam estar atentos ao vento que eles originam, estando hora voando como os pássaros, hora caminhando ao lado dos coqueiros e a vegetação rasteira, pois intensidade e agitação se misturam na natureza de cada área, e são eles os fiéis dessas marés.
A maré baixou por aqui, o sol despontou e ao redor dos recifes de corais se formaram piscinas naturais. Viva, as vendas serão ótimas!
Resultados reais para PMEs que ousam crescer.
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Anselmo Brigantini